Vale do Capão abre turnê nacional do Pé de Cerrado em celebração aos 25 anos do grupo
O Vale do Capão, na Chapada Diamantina, será o ponto de partida da circulação nacional comemorativa de 25 anos do grupo brasiliense Pé de Cerrado. A estreia acontece nos dias 24 e 25 de janeiro de 2026, durante os tradicionais festejos de São Sebastião, padroeiro da vila, unindo celebração religiosa, cultura popular e arte brincante em um dos territórios mais simbólicos da Bahia.
Com patrocínio da Petrobras, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura, e realização do Ministério da Cultura, o projeto marca um novo momento na trajetória do grupo, que escolheu iniciar a turnê em um local que dialoga diretamente com sua proposta artística. Enquanto a semana no Capão é marcada por novenas e rituais religiosos, o fim de semana ganha o reforço da música, do circo e da poesia, transformando a vila em um grande palco a céu aberto.
No sábado (24), a programação é voltada ao público infantil e às famílias, com uma aula-espetáculo no Circo do Capão. A atividade acontece em parceria com o grupo baiano Família Vagamundi, que apresenta o premiado espetáculo “Desencaixados”, reforçando o caráter formativo e acessível da circulação.
Já no domingo (25), o Pé de Cerrado ocupa o palco principal da Festa de São Sebastião com o espetáculo “Os Brincantes”. Sob o céu das montanhas da Chapada Diamantina, o grupo apresenta um trabalho que mistura ritmos tradicionais como bumba meu boi, maracatu, carimbó, ciranda e coco, criando uma experiência sensorial que une música, circo e poesia popular.
A circulação “Pé de Cerrado 25 Anos” percorre três regiões do país e se consolida como uma das maiores dedicadas às culturas populares realizadas por um grupo do Distrito Federal nos últimos anos. Além dos espetáculos, o projeto promove ações formativas, vivências e encontros com mestres e grupos tradicionais, fortalecendo o intercâmbio cultural entre diferentes territórios.
Criado em Brasília em 1999, o Pé de Cerrado construiu ao longo de 25 anos uma linguagem cênico-musical própria, fruto de pesquisas em comunidades indígenas, afro-brasileiras e junto a mestres das culturas tradicionais. Após a estreia no Vale do Capão, a turnê segue por outras cidades da Bahia e por estados como Pernambuco, Pará, Tocantins, Ceará e Goiás, encerrando no Distrito Federal.