Zeca de Abreu é a nova coordenadora de Teatro da FUNCEB

A atriz, diretora e produtora Zeca de Abreu foi nomeada como a nova coordenadora de Teatro da Fundação Cultural do Estado da Bahia (FUNCEB), unidade vinculada à Secretaria de Cultura (Secult-BA). A nomeação, publicada no Diário Oficial do Estado no último dia 30 de setembro, marca um novo capítulo para as políticas públicas voltadas às artes cênicas na Bahia.

Com mais de 35 anos de trajetória, Zeca de Abreu é um dos nomes de referência do teatro baiano, reconhecida tanto pela sua atuação nos palcos quanto pelo trabalho de formação e mobilização da categoria. Fundadora da Ouroboros – Companhia de Investigação Teatral, ela coleciona prêmios e projetos que se destacam pela pesquisa, criação e resistência artística. Também é uma das fundadoras do Movimento Teatro Profissional da Bahia e tem atuação em redes e fóruns nacionais voltados ao fortalecimento das artes cênicas.

Para o secretário de Cultura da Bahia, Bruno Monteiro, a nomeação representa um gesto de diálogo e fortalecimento do setor.
“Zeca de Abreu tem muito a contribuir com essa gestão. É uma liderança importante que reivindica políticas para o setor e traz um olhar crítico, democrático e atento à necessidade de garantir continuidade às políticas estruturantes”, afirmou.

Nos últimos dois anos, o Governo do Estado investiu mais de R$ 400 milhões em iniciativas de fortalecimento do teatro baiano, incluindo programas de formação, construção e reforma de espaços culturais, manutenção de grupos e ações de memória. Esse cenário é o ponto de partida para o novo desafio de Zeca à frente da coordenação.

A diretora-geral da FUNCEB, Sara Prado, destacou que a chegada da artista fortalece ainda mais a política pública para o teatro.
“Estamos em um processo de ampliação e aperfeiçoamento das ações, sempre atentos à diversidade de demandas do setor. A presença de Zeca reforça esse caminho de crescimento e de diálogo permanente com a classe teatral”, disse.

Em sua primeira declaração como gestora, Zeca ressaltou o compromisso com a escuta e a construção coletiva:
“Recebo este convite com gratidão e senso de responsabilidade. Minha expectativa é contribuir para políticas sólidas e contínuas que fortaleçam o teatro em toda a sua diversidade. O teatro é mais que arte: é patrimônio vivo, direito cultural e espaço de cidadania”, afirmou.