Cosméticos coreanos exigem cautela no uso, alerta médica
A popularização da K-Beauty, como é conhecida a rotina de cuidados inspirada nos cosméticos coreanos, aumentou a procura por produtos importados no Brasil. Apesar da tendência, a dermatologista Marília Acioli alerta que a escolha deve levar em conta o tipo de pele, a formulação e, principalmente, a procedência dos produtos.
Segundo a médica, itens coreanos podem ser incorporados ao skincare, mas não devem ser comprados apenas por influência de tendências nas redes sociais. “O problema começa quando eles são comprados por tendência, sem que a pessoa saiba para que servem, em que ordem devem ser usados ou se realmente são indicados para a sua pele”, explica.
Entre os ativos comuns nesses cosméticos estão centella asiática, ácido hialurônico, peptídeos, ingredientes fermentados e PDRN. A dermatologista ressalta, porém, que nenhum produto funciona da mesma forma para todas as pessoas e que a orientação profissional pode ajudar a evitar irritações ou combinações inadequadas.
A chamada glass skin, expressão usada para descrever uma pele uniforme, hidratada e luminosa, também contribuiu para ampliar a visibilidade da K-Beauty nas redes sociais. Para Marília, no entanto, esse resultado não depende de um produto específico, mas de uma rotina que envolve hidratação, prevenção e proteção solar.
Outro ponto de atenção são as compras internacionais. A recomendação é verificar a procedência e optar por fornecedores confiáveis, já que produtos falsificados ou de origem desconhecida podem apresentar composição diferente da informada ou problemas de conservação.
A especialista também destaca que não é necessário substituir toda a rotina de skincare para acompanhar a tendência. Cosméticos coreanos podem ser combinados com outros dermocosméticos, desde que a escolha seja adequada às necessidades individuais da pele.