Estudantes de Salvador vivenciam cultura quilombola e indígena em projeto durante férias escolares

Enquanto a Bahia celebra o 2 de Julho, cem estudantes da rede municipal de Salvador participam de uma experiência que une educação, cultura e identidade. Entre os dias 29 de junho e 5 de julho, os jovens integram o Campus de Arte-Educação da 10ª edição do projeto Era Uma Vez…Brasil, iniciativa que promove uma imersão nas raízes indígenas e afro-brasileiras da formação do país e pode levar estudantes para um intercâmbio cultural em Portugal.

Durante uma semana de férias escolares, os participantes vivem um acampamento pedagógico na Escola Municipal Valdemar Bibiano Jorge Amado, em Piatã. A programação inclui oficinas de audiovisual, fotografia, interpretação, roteiro e produção de som, além de visitas a comunidades tradicionais para ampliar o contato com diferentes manifestações culturais.

No dia 1º de julho, os estudantes visitam o Quilombo do Quingoma, em Lauro de Freitas, onde conhecem aspectos da cultura afro-brasileira. Já no dia 2 de Julho, data que marca a Independência da Bahia, a programação segue para a Aldeia Portal Tupinambá, em Massarandupió, no município de Entre Rios, proporcionando uma imersão nos saberes, na história e nas tradições do povo Tupinambá.

Com o tema “Quem conta a nossa história? A participação indígena e afro-brasileira na formação do Brasil”, a edição de 2026 busca estimular a reflexão sobre personagens e narrativas historicamente pouco presentes nos materiais didáticos, valorizando diferentes perspectivas da história brasileira.

Ao longo da imersão, os estudantes produzirão curtas-metragens inspirados nas experiências vividas. Os trabalhos, aliados ao desempenho dos participantes durante o Campus, servirão como critério para selecionar os jovens que representarão o Brasil em um intercâmbio cultural de dez dias em Portugal, previsto para novembro.

Em dez anos de realização, o projeto Era Uma Vez…Brasil já impactou mais de 22,6 mil estudantes, mobilizou mais de 500 escolas públicas em 35 municípios e levou 777 estudantes e professores para intercâmbios internacionais. Em 2026, a iniciativa acontece simultaneamente em cidades da Bahia, Pernambuco e São Paulo, fortalecendo a educação patrimonial e a valorização da diversidade cultural entre estudantes da rede pública.