Março Azul-Marinho alerta para prevenção do câncer de intestino

O mês de março marca a campanha Março Azul-Marinho, que reforça a importância da prevenção e do diagnóstico precoce do câncer colorretal, também conhecido como câncer de intestino. A iniciativa chama a atenção para um dos tipos mais frequentes da doença no Brasil e destaca a importância de hábitos saudáveis e exames regulares.

De acordo com estimativas do Instituto Nacional de Câncer (Inca), o país deve registrar cerca de 53,8 mil novos casos anuais de câncer colorretal entre 2026 e 2028. Atualmente, esse já é um dos três tipos de câncer mais comuns na população brasileira, consolidando-se como uma das principais causas de adoecimento.

Segundo o oncologista Jorge Abissamra, o câncer se desenvolve no intestino grosso, a partir de lesões benignas chamadas pólipos, que podem evoluir ao longo do tempo. Por isso, o rastreamento é fundamental. “A retirada precoce desses pólipos pode evitar que a doença se desenvolva”, explica.

O aumento dos casos também está ligado ao estilo de vida. Fatores como alimentação rica em ultraprocessados, sedentarismo, obesidade e envelhecimento da população contribuem para o crescimento da doença. Em muitos casos, o câncer não apresenta sintomas no início, o que reforça a necessidade de exames preventivos.

Quando surgem, os principais sinais incluem sangue nas fezes, alteração no hábito intestinal, dor abdominal, anemia, perda de peso sem causa aparente e cansaço frequente. A recomendação é procurar atendimento médico caso os sintomas persistam por mais de duas semanas.

Entre os exames indicados estão a pesquisa de sangue oculto nas fezes e a colonoscopia, considerada o método mais completo por permitir identificar e remover pólipos durante o procedimento.

Especialistas também reforçam que hábitos saudáveis ajudam a reduzir o risco da doença, como manter alimentação equilibrada, praticar atividade física e evitar o consumo excessivo de álcool e tabaco.

Quando diagnosticado precocemente, o câncer colorretal pode ter mais de 90% de chances de cura, o que reforça a importância da campanha em estimular a população a cuidar da própria saúde.