Governo do Estado atende 1.388 pacientes em mutirão puxado pela ortopedia e monitora alta de síndromes respiratórias entre crianças

O Governo da Bahia realizou, neste sábado (11), um mutirão de regulação em Salvador que atendeu 1.388 pacientes, com foco principal em demandas de ortopedia. A ação, coordenada pela Secretaria da Saúde do Estado (Sesab), buscou acelerar transferências, internações e cirurgias na rede pública.

De acordo com a Sesab, os atendimentos se concentraram principalmente em casos de ortopedia, clínica médica, cirurgia geral, avaliação vascular e UTI adulto. Entre as unidades que mais receberam pacientes estão o Hospital Geral do Estado e o Hospital Geral Roberto Santos, em Salvador, além do Hospital Geral Clériston Andrade, em Feira de Santana, e o Hospital do Oeste, em Barreiras.

A iniciativa faz parte de uma estratégia contínua para reduzir o tempo de espera na regulação. Só no primeiro trimestre de 2026, o Serviço Estadual de Regulação (SER) atendeu mais de 72 mil pacientes, um crescimento de 54,3% em relação a 2022. Desse total, mais de 49 mil foram regulados em até 24 horas.

Segundo a secretária estadual da Saúde, Roberta Santana, os investimentos recentes têm ampliado a capacidade de atendimento. Desde 2023, o governo estadual entregou 13 hospitais, implantou mais de 5.500 leitos e investiu R$ 38 bilhões na área.

Além do mutirão, a Sesab também monitora o aumento de casos de síndromes respiratórias agudas graves (SRAG), principalmente entre crianças. Até o início de abril, a Bahia registrou 1.990 hospitalizações, com predominância de outros vírus respiratórios, influenza e covid-19.

O número de solicitações por UTI pediátrica no primeiro trimestre de 2026 já chega a 2.098, um aumento de 28,9% em relação ao mesmo período do ano passado. Já os pedidos por enfermaria pediátrica somam 3.657, alta de 14,6%.

Diante do cenário, a Secretaria reforça a importância da vacinação contra a influenza, especialmente para crianças, idosos e gestantes. A campanha segue ativa em todos os municípios baianos, com meta de imunizar pelo menos 90% dos grupos prioritários.

Fotos: Pablo Barbosa/Saúde GovBA