Pesquisadora baiana lança livro sobre protocolo antirracista nas escolas
A assistente social e pesquisadora baiana Denise Ferreira lança, no próximo dia 31 de julho, o livro “Protocolo Antirracista para Ambientes Educacionais”, durante o evento Wakanda das Pretas, no Museu Nacional da Cultura Afro-Brasileira (MUNCAB), em Salvador. A obra propõe diretrizes para prevenir, identificar e enfrentar o racismo no ambiente escolar, contribuindo para a construção de práticas institucionais voltadas à equidade racial e à garantia dos direitos humanos.
Com lançamento marcado para as 15h30, a publicação também está disponível para compra no site da Nova Práxis Editorial. Alinhado à Lei nº 10.639/03 e à Portaria MEC nº 470/2024, o livro apresenta orientações voltadas a gestores, professores, coordenadores pedagógicos, assistentes sociais e demais profissionais da educação, oferecendo ferramentas para o enfrentamento do racismo nas instituições de ensino.
A obra aborda temas como injúria racial, racismo e situações em que práticas discriminatórias podem configurar atos infracionais, além de discutir os desdobramentos desses casos no Sistema de Justiça e os desafios relacionados à garantia dos direitos de crianças e adolescentes.
Segundo Denise Ferreira, a publicação nasceu da sua trajetória como pesquisadora das relações étnico-raciais e da experiência como mãe de dois filhos pretos. A autora afirma que a ausência de respostas institucionais diante de casos de racismo nas escolas motivou a criação de um material que contribua para fortalecer intervenções qualificadas e romper o silêncio em torno do tema.
Além de reunir fundamentos teóricos, o livro propõe medidas aplicáveis ao cotidiano das instituições de ensino, auxiliando na construção de ambientes escolares mais seguros, inclusivos e comprometidos com a justiça racial.
Assistente social do Tribunal de Justiça da Bahia (TJBA), Denise Ferreira é doutoranda em Estudos Étnicos e Africanos pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), integra a Comissão de Heteroidentificação e a Comissão Permanente de Igualdade, Combate à Discriminação e Promoção dos Direitos Humanos (CIDIS) do TJBA, além de desenvolver pesquisas voltadas às relações étnico-raciais, infância e políticas públicas.