Projeto em Salvador capacita jovens cantoras negras da periferia para o mercado musical
Vinte jovens cantoras negras de bairros periféricos de Salvador estão participando de uma formação artística gratuita voltada ao desenvolvimento profissional no mercado da música. A iniciativa faz parte do projeto Mira Lab, executado pelo Instituto A Mulherada e idealizado pelo movimento Mira – Elas na Música.
As participantes foram selecionadas para uma série de masterclasses e atividades formativas que abordam temas essenciais para artistas independentes, como branding, planejamento de carreira, gestão de redes sociais, práticas vocais, criação musical e produção de conteúdo digital.
Durante a formação, as jovens também têm acesso a orientações sobre direitos autorais, registros musicais, funcionamento de plataformas de streaming, estratégias de lançamento, venda de ingressos e produção de shows. O objetivo é ampliar o conhecimento técnico e fortalecer a autonomia artística das participantes.
Segundo Carol Rodrigues, idealizadora do Mira – Elas na Música e coordenadora do projeto, as masterclasses foram pensadas como espaços de troca e fortalecimento coletivo. “São encontros que conectam trajetórias, promovem acolhimento e oferecem ferramentas práticas para que essas artistas avancem em suas carreiras”, afirma.
As atividades são conduzidas por profissionais das áreas de música, comunicação e produção cultural. Entre as mentoras estão Ana GB, Bia Bem, Beatriz Almeida, Martha França, Larissa Rodrigues e Renata Brasil, que compartilham experiências e conhecimentos sobre o mercado artístico.
Ao fim da etapa formativa, cinco participantes serão selecionadas para uma nova fase do projeto, que inclui ensaios em estúdio com direção musical e artística para desenvolvimento de músicas autorais, interpretação e performance.
O Mira Lab é realizado por meio de convênio entre o Instituto A Mulherada e a Fundação Banco do Brasil, dentro da Seleção Pública de Projetos voltados ao Empoderamento Socioeconômico das Mulheres Negras.