Circuito Cabeça Cara promove sessões de cinema, oficina de teatro e debates gratuitos em Salvador

Cinema, teatro e formação artística se encontram em uma programação gratuita que percorre diferentes territórios de Salvador durante o mês de julho. O Circuito Cabeça Cara levará oficinas de teatro, exibições do curta-metragem Cabeça Cara – Ajeum? e rodas de conversa ao Centro Cultural de Plataforma, ao Centro de Teatro do Oprimido da Bahia, no Rio Vermelho, e ao CÉU Valéria, reunindo adolescentes, jovens e adultos em atividades voltadas para reflexões sobre identidade negra, ancestralidade, memória e território.

A programação começa sempre às 14h com uma oficina de teatro conduzida pelo artista, professor e psicólogo João Caetano. A atividade utiliza jogos teatrais, exercícios corporais e metodologias inspiradas no Teatro do Oprimido, nos Teatros Negros e na Psicologia Preta para estimular processos de criação coletiva. Às 17h, o público acompanha a exibição do curta Cabeça Cara – Ajeum?, seguida de um bate-papo sobre os temas abordados na obra e seu processo de criação.

O filme acompanha a trajetória de um jovem negro que, ao se conectar com memórias ancestrais, inicia uma jornada de pertencimento e transformação. Misturando ficção, performance e afrofabulação, a produção apresenta a ancestralidade como elemento de fortalecimento da identidade e culmina na criação da personagem Aiyra, construída por meio da arte drag como símbolo de liberdade, potência e imaginação.

Idealizado por João Caetano, o Circuito Cabeça Cara integra uma plataforma artística dedicada às pesquisas em cinema, teatro, performance e intervenção urbana a partir das experiências negras contemporâneas. A proposta também busca fortalecer a circulação de produções independentes e ampliar o acesso da população a atividades culturais gratuitas em diferentes regiões da capital baiana.

A circulação conta com parcerias de instituições e coletivos culturais que atuam em Salvador, entre eles o Centro de Teatro do Oprimido da Bahia, o Coletivo Quilombayô, o projeto Notas Coloridas e o Circuito Cultural Suburbano. As oficinas têm vagas limitadas mediante inscrição prévia, enquanto as sessões do filme e os debates são gratuitos e abertos ao público, conforme a capacidade de cada espaço.