Jogos de tabuleiro contribuem para saúde mental e qualidade de vida na terceira idade
Mais do que uma forma de lazer, os jogos de tabuleiro têm se mostrado importantes aliados para a saúde física, mental e emocional das pessoas idosas. Em um cenário de envelhecimento acelerado da população brasileira, atividades como dominó, dama, xadrez e cartas ajudam a estimular funções cognitivas, fortalecem a convivência social e contribuem para um envelhecimento mais ativo e saudável, segundo especialistas.
De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Brasil já conta com mais de 33 milhões de pessoas com 60 anos ou mais, o equivalente a cerca de 15% da população. A tendência é que esse número continue crescendo nas próximas décadas, tornando o incentivo a hábitos saudáveis uma prioridade para a qualidade de vida dessa população.
Segundo o psicólogo da Hapvida, Rodrigo Leite, durante uma partida de jogos de tabuleiro o cérebro é estimulado em diferentes áreas. Atenção, memória, raciocínio lógico, planejamento, tomada de decisão e resolução de problemas estão entre as habilidades exercitadas, contribuindo para a manutenção das funções cognitivas ao longo do envelhecimento.
Além dos benefícios para o cérebro, o especialista destaca que a interação social promovida pelos jogos é um fator importante para combater o isolamento, situação comum após a aposentadoria ou a perda de familiares e amigos. O convívio proporcionado pelas partidas favorece a criação de vínculos, reduz a sensação de solidão e pode ajudar na prevenção de sintomas de ansiedade e depressão.
Rodrigo Leite explica que não existe uma frequência ideal, mas recomenda que a prática seja incorporada à rotina de forma contínua e prazerosa. Jogar duas ou três vezes por semana e alternar diferentes tipos de jogos contribui para estimular habilidades variadas e manter o cérebro em constante atividade.
O psicólogo também ressalta que os jogos devem fazer parte de um conjunto de hábitos saudáveis, que inclui leitura, palavras cruzadas, quebra-cabeças, prática de exercícios físicos, aprendizado de novas habilidades e participação em atividades culturais e sociais. Segundo ele, o apoio da família é essencial para incentivar a autonomia e a participação ativa da pessoa idosa, fatores que contribuem diretamente para uma melhor qualidade de vida.