Projeto fortalece empreendedorismo negro com capacitações para jovens em Salvador
A Associação Sócio-Cultural e de Capoeira, Bloco Carnavalesco Afro Mangangá, intensifica a programação do projeto “A Capoeira no Empreendedorismo Negro Impactando Vidas” com novas atividades voltadas à formação de jovens e empreendedores negros em Salvador. As ações, realizadas desde abril, buscam incentivar o empreendedorismo, fortalecer a economia criativa e ampliar as oportunidades de geração de renda para moradores da capital e da Região Metropolitana, incluindo Simões Filho.
Na segunda quinzena de julho, a sede da Mangangá, no bairro Pau Miúdo, recebe duas atividades gratuitas. A primeira acontece na próxima quarta-feira (15), às 18h, com um minicurso sobre precificação, que vai orientar participantes sobre como definir corretamente o valor de produtos e serviços. A formação será conduzida por Priscila Mércia, especialista em marketing estratégico, afronegócios e negócios periféricos.
Já no dia 24 de julho, também às 18h, a programação será dedicada ao Julho das Pretas, reunindo mulheres capoeiristas para um diálogo sobre o fortalecimento do Dia da Mulher Negra Latina-Americana e Caribenha e do Dia Nacional de Tereza de Benguela, datas celebradas em 25 de julho.
Segundo o diretor da Mangangá, Tonho Matéria, o projeto utiliza a capoeira como ferramenta de mobilização social para incentivar políticas públicas voltadas ao empreendedorismo negro, à economia criativa e às novas tecnologias, contribuindo para reduzir os impactos da crise econômica entre pequenos empreendedores.
Ao longo de 14 meses de execução, a iniciativa promove minicursos sobre racismo, intolerância religiosa e gestão empreendedora, combinando conhecimentos teóricos e práticos. Entre as metas está o apoio direto a dez empreendedores negros e negras, além da formação de jovens e adultos que atuam na capoeira, na cultura e nas artes.
A expectativa é beneficiar cerca de 60 participantes, entre jovens de 16 a 29 anos e empreendedores acima de 21 anos de Salvador e Simões Filho. O projeto é realizado pelo Movimento Afro Empreendedor do Estado da Bahia, em parceria com a Secretaria de Promoção da Igualdade Racial e dos Povos e Comunidades Tradicionais (Sepromi).