Websérie homenageia 15 mestres e mestras da cultura popular da Bahia

A websérie Heróis e Heroínas Populares – A Cultura de um Povo será lançada no dia 6 de agosto, às 18h, durante a abertura da 8ª edição do Rede Capoeira, no Museu de Arte Moderna da Bahia (MAM), em Salvador. A estreia contará com a presença da ministra da Cultura, Margareth Menezes, e marca uma homenagem a 15 mestres e mestras que dedicaram suas vidas à preservação da cultura popular baiana.

Idealizada por Mestre Sabiá, também criador do Rede Capoeira, a produção é realizada pelo Projeto Mandinga, por meio do Ministério da Cultura. Ao longo de 15 episódios, a série retrata personagens reconhecidos por manterem vivas tradições que ajudam a construir a identidade cultural da Baía de Todos-os-Santos.

As gravações foram realizadas em Salvador, na Ilha de Itaparica e em municípios do Recôncavo Baiano, registrando histórias que, em muitos casos, nunca haviam sido documentadas em formato audiovisual. Os episódios apresentam representantes de manifestações como capoeira, samba de roda, artesanato, fabricação artesanal de instrumentos, renda de bilro e outras expressões da cultura popular.

Além de preservar memórias e valorizar saberes transmitidos entre gerações, a websérie conta com recursos de acessibilidade, incluindo legendas, janela de Libras e audiodescrição textual, ampliando o acesso ao conteúdo e fortalecendo a valorização da cultura baiana.

Segundo Mestre Sabiá, a iniciativa busca reconhecer, homenagear e registrar em vida homens e mulheres que mantêm viva a cultura popular. “Mais do que contar histórias, a série preserva memórias, valoriza saberes ancestrais e fortalece novas narrativas, colocando os verdadeiros protagonistas da cultura popular no lugar de reconhecimento e dignidade que sempre lhes pertenceu”, destaca.

Entre os homenageados estão mestres da capoeira, como Mestre Bigo, Mestre Felipe, Mestre Fernando, Mestre Carcará e Mestre Nô; representantes do samba de roda, como Dona Dalva, Dona Maninha, Mestre Aurino, Mestre Domingos Preto, Mestre Ecinho e Dona Rita da Barquinha; além de Dona Lindaura, da Irmandade da Boa Morte, Terêsa, das Ganhadeiras de Itapuã, Maria Rendeira, referência na renda de bilro, e Mestre Olavo, reconhecido pela fabricação artesanal de berimbaus.