Bahia concentra maior número de casos de hepatites B e C do Nordeste; especialista reforça prevenção

A Bahia registra o maior número de casos de hepatites B e C da região Nordeste, segundo o mais recente Boletim Epidemiológico de Hepatites Virais do Ministério da Saúde. Diante dos dados e da proximidade do Dia Mundial de Luta contra as Hepatites Virais, celebrado em 28 de julho, especialistas reforçam a importância da vacinação, do diagnóstico precoce e da adoção de medidas preventivas para conter o avanço das doenças.

Entre 2000 e 2024, o Brasil contabilizou mais de 826 mil casos confirmados de hepatites virais. A hepatite C foi a mais frequente, seguida pelos tipos B e A. Na Bahia, foram registrados 10.635 casos de hepatite B e 9.908 de hepatite C, que também resultou em 2.383 mortes no estado. Já a hepatite A somou 9.463 notificações, colocando a Bahia na segunda posição do Nordeste nesse tipo da doença.

De acordo com o infectologista e consultor do Sabin Diagnóstico e Saúde, Claudilson Bastos, a vacinação contra as hepatites A e B, disponível nas redes pública e privada, continua sendo uma das principais formas de prevenção. “Além de proteger contra complicações graves, como cirrose e câncer de fígado, a imunização contribui para reduzir a circulação dos vírus na população”, destaca.

O especialista também orienta que a prevenção envolve hábitos simples, como lavar bem as mãos e os alimentos, consumir água tratada, usar preservativo em todas as relações sexuais e evitar o compartilhamento de objetos perfurocortantes, como alicates, agulhas e lâminas. Em procedimentos estéticos, a recomendação é verificar se os materiais são descartáveis ou esterilizados corretamente.

Outro alerta é para o fato de que as hepatites B, C e D podem permanecer sem sintomas por muitos anos, dificultando o diagnóstico precoce. Quando aparecem, os sinais podem incluir cansaço, febre, náuseas, dor abdominal, pele e olhos amarelados, urina escura e fezes claras.

O diagnóstico é realizado por exames de sangue, enquanto o tratamento varia conforme o tipo da doença. A hepatite C, por exemplo, conta atualmente com medicamentos antivirais capazes de eliminar a infecção na maioria dos pacientes quando o tratamento é iniciado precocemente.