Eloah Monteiro leva espetáculo que celebra o protagonismo feminino no samba ao Quinta da Casa, em Salvador
A cantora e compositora baiana Eloah Monteiro sobe ao palco do Teatro Cambará, na Casa Rosa, em Salvador, nesta quinta-feira (16), às 20h, com o espetáculo Samba da Mulher Demais. Integrando a programação do projeto Quinta da Casa e as celebrações do Julho das Pretas, o show reúne um repertório totalmente autoral e uma formação composta exclusivamente por mulheres, em uma homenagem ao samba como expressão de ancestralidade, resistência e identidade feminina.
No palco, Eloah será acompanhada por Giovana Franco (violão e backing vocal), Carol Pêpa (baixo, direção musical e backing vocal) e Deia Azevedo (bateria, percussão e backing vocal). A apresentação dialoga com o Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha e o Dia Nacional de Tereza de Benguela e da Mulher Negra, reforçando o protagonismo das mulheres negras na música baiana.
Com um formato intimista e teatral, o espetáculo conduz o público por uma narrativa que mistura poesia, humor, denúncia e emoção. O repertório inclui canções autorais como Agô, Ressaca, Borboleta Azul, Mais Rima, Mulher Demais, Se For Pra Ser, Pra Chegar e Feita de Água, composições que abordam temas como ancestralidade, liberdade, amor, identidade e pertencimento a partir de uma perspectiva afro-brasileira.
“Esse show nasce do desejo de cantar o samba a partir do meu corpo, da minha história e das mulheres que vieram antes de mim. É uma celebração, mas também uma afirmação de presença”, destaca a artista.
Cantora, compositora e jornalista, Eloah Monteiro vem consolidando seu espaço na cena autoral de Salvador ao transformar o samba em instrumento de memória, expressão artística e reflexão social. Em Samba da Mulher Demais, a artista reafirma sua identidade musical e homenageia as mulheres que ajudaram a construir a história do gênero.
Os ingressos custam R$ 30 (inteira) e R$ 15 (meia-entrada). O Teatro Cambará, localizado na Casa Rosa, no Rio Vermelho, conta com acessibilidade arquitetônica e tradução em Libras. A classificação indicativa é de 14 anos.