Inteligência artificial amplia desafios da educação na formação de estudantes críticos

Com o avanço da inteligência artificial, o papel da escola passa por uma transformação. Se antes memorizar fórmulas, datas e conceitos era uma das principais exigências da vida escolar, hoje ferramentas digitais conseguem responder perguntas em poucos segundos, exigindo dos estudantes habilidades que vão além do acesso à informação.

Segundo a 15ª edição da pesquisa TIC Educação, realizada pelo Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic.br), sete em cada dez estudantes usuários de internet já utilizam ferramentas de inteligência artificial generativa em pesquisas escolares.

Diante desse cenário, escolas e educadores enfrentam o desafio de desenvolver competências como pensamento crítico, criatividade, autonomia, comunicação e capacidade de resolver problemas.

“A inteligência artificial democratizou o acesso à informação, mas informação, por si só, não garante aprendizagem”, afirma Edmundo Castilho, diretor regional do Colégio Anchieta, integrante da Inspira Rede de Educadores.

Para ele, a escola precisa ensinar os alunos a interpretar, questionar e relacionar conhecimentos, além de fazer escolhas conscientes diante do grande volume de conteúdos disponíveis.

A discussão ganha destaque com a proximidade do Dia do Estudante, celebrado em 11 de agosto. Nascidas em um ambiente conectado, crianças e adolescentes convivem desde cedo com dispositivos digitais e acesso rápido à informação, o que exige metodologias mais participativas e alinhadas às novas formas de aprender.

Nesse contexto, a inteligência artificial pode deixar de ser vista apenas como ameaça e se tornar uma aliada do ensino, desde que seja utilizada com responsabilidade, ética e orientação.

“A informação nunca esteve tão acessível, mas isso não significa que o conhecimento esteja sendo construído de forma automática. Queremos formar alunos capazes de fazer boas perguntas, investigar, conectar ideias e construir soluções para desafios reais”, destaca Edmundo.

Mais do que celebrar a vida escolar, o Dia do Estudante reforça a importância de preparar crianças e adolescentes para aprender continuamente, adaptar-se às mudanças e exercer protagonismo em um mundo cada vez mais tecnológico.

Foto: Edmundo Castilho, diretor regional do Colégio Anchieta
Crédito: Arquivo Anchieta